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II – Outra Perspectiva
É chegado
mais um Natal! Diz as Escrituras que, quando Jesus nasceu, os magos vindos do
oriente se prostraram aos seus pés e apresentaram a ele adoração e presentes.
O que faremos então? Adoraremos e ofereceremos presentes. Adoração sabemos que
é o reconhecimento de quem ele é - Deus. Quanto aos presentes sabemos que deve
ser algo agradável para quem recebe, algo útil e/ou necessário. Assim, não deve
tratar-se de nada essencialmente material (afinal de que necessitaria Deus?).
Como então agradar a Deus? Como agradecê-lo especialmente nesta data? Como
presentear ao Senhor nesta sua festa? Refletindo a
respeito do segundo livro das Crônicas, capítulo 1º, temos a figura de Salomão
que nos pode ajudar nesta empreitada de oferecermos um “bom presente” ao
Senhor. Vejamos sua sugestão: O texto
relata que Salomão convocou todo o povo de Israel para seguirem até a Tenda da
Congregação de Deus, onde prestariam culto de adoração ao Senhor. Diz ainda o
texto que foram oferecidos sacrifícios de animais em holocausto. Naquela
noite, veio o Senhor até Salomão e lhe perguntou sobre o que desejaria receber,
qual benção lhe agradaria. Salomão reconheceu em primeiro lugar o favor de Deus
em relação a seu pai Davi e a toda a sua casa, e ainda, a ele próprio constituindo-o
por rei sobre Israel. Em seguida apresentou sua petição, qual seja, sabedoria e
conhecimento. (...) Pausa
para entendimento! Falávamos em adorar e presentear a Deus. Salomão propôs
adoração. Muito bem! Mas logo em seguida pede? Quem presenteia quem? (Retomando) Sabedoria
e conhecimento pedidos por Salomão tinham por objetivo o exercício de um
governo justo para com o povo de Deus, servir com integridade e temor tanto ao
povo quanto a Deus. Salomão se apresentou como sacrifício vivo empenhando-se
para o serviço e abdicando dos seus próprios valores e justiça para dar lugar
aos valores e justiça de Deus. O “presente” dado por ele consistia em se doar a
Deus, não buscando para si, egoísticamente, mas para o povo que o Senhor lhe havia
confiado. Afinal, não é isto que nos ensina Jesus? Dar maior valor ao próximo
do que a si mesmo já que o amor verdadeiro não busca os próprios interesses
(1CO 13.5). Disto se
agradou o Senhor! Agradou tanto que por conta disto concedeu a Salomão, sem que
ele houvesse pedido, riquezas, bens e honra. As
Escrituras nos ensinam buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça
e as outras coisas seriam acrescentadas (MT 6.33). Ao que pese o Senhor ter sob
seu poder riquezas e honras, o mais importante são os valores espirituais. Isto
Cristo nos ensina através de sua vida vivida entre nós. O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria
no Espírito Santo (RM 14.17). Desse modo, o que podemos ofertar ao Senhor, não só no Natal mas em todos os dias de nossas vidas, seguindo o sábio conselho de Salomão, é adoração verdadeira e as nossas vidas em holocausto, em serviço de Deus e do próximo. |
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